Sim, faltam sim. Paranavaà é uma cidade relativamente grande, e como tal, deveria oferecer um leque mais diversificado de opções de lazer. Elas existem, sim, mas são restritas a determinados gêneros, o que deixa muitos “órfãos” na cidade.
Exemplos existem aos montes. Quer um? Café. Sim, um bom café, com ambiente agradável, serviço bacana… Essas coisas. Outro? Restaurantes de comidas tÃpicas de outros paÃses. Sim, existem japoneses (o Kengo), mas fora comida nipônica, não há mais. Mexicana? Tailandesa? Chinesa? Não… Mais um: parques. O bosque era um, mas a criminalidade da região fez o “desfavor” de acabar com o lugar - aliás, ainda está aberto?
Como se vê, são inúmeros estabelecimentos que faltam em ParanavaÃ. Faltam iniciativas corajosas e isoladas, arriscadas, sim, mas que podem dar certo, tanto para o empreendedor, quanto para a população. Abrir um ponto de cachorro quente numa rua onde há outros cinco não agrega muito valor, e a menos que esse novo ponto seja muito bom, em pouco tempo ele será fechado. Aposto que você, caro leitor, conhece pelo menos um caso do tipo.
Talvez o porte de ParanavaÃ, que mesmo sendo uma das maiores cidades da região, ainda está longe de ser considerada uma grande cidade no sentido quantitativo da palavra, afaste idéias e projetos novos, diferentes. Será? Enfim, mais um exemplo do paradoxo Tostines. Com as devidas adaptações que nossa reflexão pede, ficaria algo como “Não tem lugares variados porque a cidade é pequena, ou a cidade é pequena porque não tem lugares variados?”. E durma-se com esse barulho…

