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A triste conseqüência da troca de partidos

08/05/08 Carlos "KK" Scarabelli Coluna do KK

Nesta madrugada, os juízes do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, resolveram cassar mais alguns vereadores por infidelidade partidária. Alguns nomes, inclusive, são da nossa região, confira:

José Alves de Souza (Cidade Gaúcha), Albari Bonfá (Jundiaí do Sul), José Alves de Souza (Antonina), Valdomiro Diniz (Mato Rico), Luiz Carmelo Comegno (Bandeirantes), Denny Enzo Yamashita (Tamboara), Márcio Jose de Lima (Santa Inês), Tranquilo Pagnoncelli (Mariópolis), Rose Cléia Ceccon Martins (Cruzeiro do Oeste), Rui Batista Bronzi (Indianópolis), Luizinho Modena (São Tomé) e Maria Kozow (Colombo).

O TRE já cassou 51 vereadores no Paraná por tal motivo.

Eu acho um absurdo!
Essa tal infidelidade partidária fere o direito da liberdade de escolha. Hoje o legislador é praticamente obrigado a compactuar com os “acordos” do colegiado do partido, por mais que ele não concorde.
Por exemplo, se o colegiado do partido fizer um acordo para aprovar o aumento salarial abusivo do legislativo, o vereador/deputado deve entrar na dança também, por mais que não concorde.

Outra, o vereador/deputado não tem nem mais o direito de ficar insatisfeito com a ideologia ou o ambiente do seu partido, porque corre o risco de perder o seu mandato.

A infidelidade partidária, me passa a impressão de forçar o político a atender as necessidades do partido, e não do povo.

7 comentários

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  1. Avatar Gustavo Picoloto, no dia 08/05/08, às 2:22 pm, escreveu:

    O problema é que hoje no Brasil, para cargos legislativos, se vota no partido e não num candidato específico. O voto no candidato é “apenas” para escolher qual(is) candidato o partido vai colocar lá. Se uma pessoa é eleita por um partido e muda de partido, o voto não foi para ela … ela “se aproveitou” de um partido forte para se eleger e depois ir para onde queria?

    Vejo que se a lei eleitoral continuar como está, com votos no partido, a decisão de cassar vereadores/deputados está correta. Mas vejo também que o ideal seria mudar a lei para que os votos sejam do candidato e não mais do partido, aí sim as cassações se tornariam absurdas.

  2. Avatar Rafael Fermiano, no dia 08/05/08, às 3:49 pm, escreveu:

    Concordo com as cassações. Uma vez que muitos dos nossos legisladores são colocados nas respectivas camaras pela legenda.
    É claro, que isso prejudica aqueles que “carregaram” seus colegas de partidos com seus votos.
    O correto ao meu ver seria uma reforma eleitoral do Brasil. Impedindo que casos como do nosso falecido Dep.Federal Enéas que, com seus votos, elegeu mais 5(6 se tivessem mais 6 candidatos do Prona) certa vez…

  3. Avatar Lucas Gabriel, no dia 09/05/08, às 9:26 am, escreveu:

    Bem, ha casos e casos. O que dizer de deputados que utilizam da legenda leve do partido, para se elegerem, e logo apos eleitos, migram para um partido maior, onde ele possa agir de acordo com os seus interesses ?

    Agora, não é absoluta a idéia de que toda troca de partido, implica em cassação. Quando o partido, ou parte deste, age em desacordo com sua ideologia, a lei ampara o parlamentar insatisfeito. Exemplo ? para as eleições majoritarias para governador, em 2006, o PPS aliou-se ao PFL numa manobra de seu presidente/dono/candidato, o que gerou insatisfação na maioria de seus militantes, consequentemente, desfilições. Aos que sairam por ese motivo, não foi aplicada a cassação de mandato.

  4. Avatar Carlos "KK" Scarabelli, no dia 09/05/08, às 10:03 pm, escreveu:

    Não estou a defesa dos que cometem a infidelidade partidária para se beneficiarem. Defendo apenas os direitos de ir e vir e de liberdade, bem como os poucos bons e bem intencionados políticos que sofre por estar em partidos no qual não concordam com certas atitudes tomadas e não compactuam com coisas erradas.

  5. Avatar Noroestão | Campanha eleitoral no Orkut e Blogs fica proibido, no dia 12/05/08, às 12:16 pm, escreveu:

    [...] já disse em outro post, não concordo muito com ações que promovem a limitação da liberdade. Assim vejo o Brasil no [...]

  6. Avatar Noroestão | Girinho, no dia 13/11/08, às 10:48 pm, escreveu:

    [...] “A triste consequência da troca de partidos” foi um dos primeiros artigos que escrevi no Noroestão. Nele declaro que sou contra essa tal fidelidade partidária. [...]

  7. Avatar Girinho » Noroestão, no dia 30/12/08, às 7:31 pm, escreveu:

    [...] tem ficha limpa. Ou seja, o PP alega que o mandato pertence ao partido e não ao candidato (vide fidelidade partidária). Puxa, Batman, como que não pensaram nisso [...]

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